domingo, 18 de março de 2012

O Mundo Devastado*

*antes de tudo: sim, eu sei que o nome do blog é ''as historias de brian'', mas eu escrevi esse conto a um bom tempo atras, e queria publica-lo em algum canto, e se num for aqui num é mais em canto nenhum. Por isso a partir de agora eu postarei de vez em quando alguns contos que não tem relação nenhuma com o brian, começando com esse. Obrigado pela atenção
---

Que dia é hoje? 22 de julho de 2020, você pode até achar que agora eu vivo numa época onde a tecnologia está mil vezes mais avançada, onde os robôs nos servem e onde os carros foram substituídos pelas naves, mas está enganado.
Há mais ou menos um ano e meio atrás o mundo estava a beira de uma 3ª guerra mundial, os Estados Unidos e o Irã não se entendiam, a Coréia do Norte não parava de mandar mísseis para a Coréia do Sul, o Iraque havia cometido um atentado em Londres que tinha matado mais de 300 pessoas. E com isso, pensando na probabilidade de uma guerra os Estados Unidos começou a criar um vírus que aumentaria a agilidade e a força dos soldados, vários testes foram feitos, todos não obtiveram o resultado esperado. Os testes eram feitos em ratos e tudo era mantido em mais absoluto segredo, até que então eles resolveram fazer o último teste em um humano, foi então que um sargento se ofereceu para esse teste, depois que aplicado o vírus foi relatado nele a mesma coisa relatada nos ratos, eles tiveram a força e a velocidade aumentada, sendo que também passaram a ter um comportamento completamente agressivo atacando tudo que via pela frente. Sendo que com os ratos, bastava eles o matarem para evitar qualquer problema, mas eles se esqueceram desse detalhe após o teste com o sargento, eles não tinham feito nenhum antivírus e ninguém teve coragem de mata-lo, então foi ai que tudo começou.
O vírus se espalhou pelos Estados Unidos, pela Europa, e até que finalmente pelo mundo.
Meu nome é Jonnatan, tenho 19 anos, morava no Rio de Janeiro antes disso tudo começar, hoje 99,9% da população mundial são zumbis, sou um dos poucos humanos que ainda restam, minha mãe morreu quando eu tinha 15 anos e perdi meu pai depois que nossa casa foi invadida pelos zumbis, e a partir disso passei a vagar sozinho por ai em busca de comida, água e tudo que for necessário para a minha sobrevivência. Em minha jornada vi apenas um humano, Dylan, ele salvou minha vida, me deu comida, água, cama e me ensinou a manusear uma arma, foi com ele que descobri que se você quiser matar um zumbi, você tem que atirar na cabeça dele, depois dele me ensinar tudo que eu precisava saber eu voltei a vaga por ai sem rumo.
Então teve um dia que eu estava andando pelas estradas do rio, então avistei um grupo de 7 zumbis a minha frente. E pra mim não há nada mais prazeroso do que matar zumbi, então peguei minha pistola e matei um por um, era umas duas e meia da tarde, então resolvi me encostar numa árvore e tirar um cochilo.
Acordei uma meia hora depois com um barulho estranho, abri os olhos preguiçosamente e vi dois zumbis, inicialmente achei que fosse um sonho, mas depois abri os olhos completamente e me assustei. Havia um monte de zumbis me cercando naquele momento, eles devem ter ouvido o barulho dos tiros que dei, eu sabia que eles eram atraídos pelo som so não sabia o quanto a audição deles era eficiente. Ficar quieto seria uma opção naquele momento, mas eles já tinham sentido meu cheiro e assim que me levantei já vieram me atacar.
Destravei minha arma e meti uma bala bem no meio da testa do primeiro zumbi que veio para cima de mim, me virei e atirei no olho do outro que estava logo atrás de mim, foi quando deparei que eles estavam vindo de todos os lados, eram muitos, não sabia se eu tinha munição o suficiente para matar todos, mas fui atirando e abatendo um por um, mas ainda assim não era o suficiente, eu tentava achar uma saída, já tinha descarregado um cartucho inteiro, eu tinha mais 7 cartuchos, mas não sabia se era o suficiente, e eu não queria ter que usar o facão, seria mil vezes mais arriscado, um deles quase me pegou pelas costas, mas eu fui mais ágil e meti uma bala na testa dele. Eu estava perdido, já estava vendo aquilo como o fim da linha, até que então eu vi um carro vindo a oeste de onde eu tava, ele parou bem perto dali, e vi sair dele um homem que aparentava ter uns 40 anos, com uma jaqueta jeans, uma camisa regata por baixo, uma calça do exército e uma calibre 12 na mão. E uma mulher que aparentava ter uns 30 anos, com uma calça jeans, uma blusa vermelha e com uma metralhadora na mão.
Então eles começaram a atirar nos zumbis, abatendo em pouco tempo mais zumbis do que eu consegui, então o homem gritou:
- Entra no carro!
Então recarreguei a arma e fui atirando em todos os zumbis que estavam no caminho até o carro, cheguei la, puxei a porta e entrei no banco de passageiros, enquanto o homem e a mulher continuavam atirando, assim que entrei o homem e a mulher também entraram, fecharam a porta, e a mulher abriu a janela e pôs seu corpo para fora junto com a metralhadora e continuou atirando nos zumbis, e o homem arrancou, finalmente eu estava seguro.
Depois de termos nos afastado bastante dali o homem me perguntou:
- Você ta bem?
- To! – respondi
- Você foi mordido?
- Não!
- Tem certeza?
- Sim!
Então, passada a tensão eu falei:
- Obrigado!
- Ah, não foi nada. – falou o homem – so fiz o que qualquer um faria.
- Está errado, tenho certeza que não era qualquer um que faria isso.
- Mas eu nunca me perdoaria se eu tivesse ficado parado vendo você morrer.
E isso me fez lembrar uma experiência desagradável que eu tive, uma vez eu fui descansar num prédio abandonado, estava no centro do Rio, tudo estava deserto, não havia sinal nem de ao menos um zumbi, fiquei apenas uma noite lá. No dia seguinte eu acordei com uma cena a qual eu nunca esqueci, acordei ouvindo som de tiros, então fui olhar o que estava acontecendo, então pela janela eu vi um monte de zumbis, achei estranho já que tinha chegado lá na noite anterior e não havia nenhum, então eu achei a fonte dos sons de tiro. Havia um homem, que aparentava ter passado por maus bocados, ele estava com uma 38 atirando nos zumbis, ele estava na mesma situação em que eu estava, sem esperanças nenhumas, e o revolver dele não era de cartucho, o que dificultava ainda mais para ele na hora de recarregar. E eu so fiquei olhando, sem tomar nenhuma atitude, até que o homem perdeu suas esperanças por completo, pôs a última bala na arma, e a colocou na boca, a partir dali eu me recusei a ver aquilo, me abaixei e em seguida ouvi o tiro, e quando olhei de novo, todos os zumbis foram pra cima dele, ele realmente tinha se matado. E até hoje me pergunto se eu não podia ter feito algo para ajuda-lo.
- Ei garoto! – falou a mulher.
- Ah, desculpe – falei – tava lembrando de umas coisas aqui, o que falou?
- Qual o seu nome?
- Jonnatan.
- Eu sou Amy e ele é meu marido Jorbson.
- Prazer! – falei
Então chegamos na casa deles, era uma casa simples feita de madeira, casa típica de beira de estrada, o varal era pendurado nas árvores e havia um cachorro da raça pitbull, quando passamos ele começou a latir furiosamente.
- Quieto Bush! – ordenou Jorbson
- Entre, você deve estar com fome. – falou Amy
E eu realmente estava com fome, no dia anterior eu não consegui achar comida, tudo que achei estava fora do prazo de validade e os animais que achei no caminho estavam todos abatidos, tinha chegado no ponto de comer inseto so para enganar o estômago, e eu lhes garanto, o gosto não é nada agradável.
Amy preparou um delicioso frango assado (eles também tinham um galinheiro atrás da casa), a muito tempo eu não comia uma comida tão boa, toda vez que eu tinha conseguido caçar algo eu tinha que comer cru, eu estava sentindo muita falta disso.
- Quantos anos você tem? – perguntou Amy
- 19 – respondi
- Poxa, tão jovem ainda, o que houve para você ficar vagando por ai sozinho?
- Bom, é o seguinte...
E então contei para ela toda a minha historia, desde a morte da minha mãe até quando deixei a casa do Dylan.
- Nossa, garoto, você foi corajoso, não é qualquer um que tem coragem de andar sozinho no mundo do jeito que ta. – falou Jorbson
- Sempre achei que essa era a melhor opção – respondi – mas as vezes eu fico pensando no Dylan, tipo, como será que ele ta agora? Ele ainda ta naquela casa? Será que ele teve que fugir? Será que os zumbis o pegaram? E isso as vezes me incomoda muito.
- Imagino como. – falou Jorbson
- Eu devo muito a ele! – falei
- Imagino! – repetiu Jorbson
Então terminando a refeição Amy falo:
- Venha, vou lhe mostrar onde vai dormir.
Então eu a segui até um quarto no fim do corredor, era um quarto simples, tinha uma cama, alguns livros e uma escrivaninha.
- Esse era o quarto do nosso filho. – falou Amy
- Ele foi...
- Sim – confirmou ela – os zumbis o pegaram quando ele saiu em busca de comida.
- Poxa, que triste – falei – sinto muito
- Não sinta!
- Ele tinha quantos anos?
- 17
- Tão jovem. – falei
- Bom, se precisar de algo é so chamar – e fechou a porta
Botei minha mochila em cima da cama e resolvi olhar melhor o quarto, fui olhar os livros que tinham lá, pelos livros eu percebi que o garoto adorava história, havia muitos livros sobre as guerras mundiais, a Roma antiga, a Grécia, o período colonial brasileiro e outras coisas relacionadas a história, sendo que naquele momento aquilo tudo para mim não tinha mais importância, a única coisa que tinha importância agora era sobreviver. Até que achei algo que me interessou, um livro de Agatha Christie, eu adorava os romances dela, principalmente os de Poirot, mas aquele que encontrei era O Caso dos Dez Negrinhos, outro livro dela que eu adorava, então resolvi rele-lo um pouco para passar o tempo.
Me empolguei tanto lendo que quando me deparei, já era cinco e quarenta da tarde, e então Jorbson veio no meu quarto me avisar:
- Fecha a janela e fica de luz apagada, vou acender uma vela aqui para que não fique muito escuro, e não faça nenhum barulho ok?
- Ta beleza! – respondi
Então vi que minha leitura acabava ali, fechei tudo e fiquei deitado na cama olhando para o teto sem fazer nenhum barulho, voltei a pensar no Dylan, em como ele estaria agora, me fazendo as velhas perguntas, mas depois pensei “Para de se preocupar Jonnatan, ele sabe se cuidar’’, e depois pensei em como era bom saber que eu não era o último humano na terra, eu via aquilo como uma luz no fim do túnel, mas eu estava em dúvida, ficava por ali mesmo ou ia embora no dia seguinte?
Desde que eu passei a vagar por ai sozinho sempre achei que ficar sozinho era a melhor Ideia, um dos motivos de eu e meu pai não termos nos juntados com um grupo de sobreviventes era que muitas vezes eles acabavam se desunindo, e a consequência disso era a morte de mais de  50% do grupo, da mesma forma que era mostrada nos filmes, então ele achou melhor que a gente ficasse escondido em casa mesmo, cuidando de mais ninguém que não fosse nós mesmo, para ele a gente tinha mais chance de sobreviver assim, mas hoje ele está morto, e as vezes eu sinto falta de uma companhia, andar por ai solitário é muito deprimente, e quando se tem o pensamento de que você é o último homem na terra ai que é mais deprimente ainda, fiquei pensando nisso por horas.
Eram quase oito da noite, me bateu a sede, fui até a cozinha para ver onde tinha água, No caminho até lá não vi nem Jorbson e nem Amy.
“Devem estar dormindo’’ pensei
Fui a cozinha com a arma em mãos para se caso aparecesse algum zumbi (uma das coisas que aprendi com Dylan, sempre andar previnido) cheguei a cozinha e vi a geladeira, fui até la, quando estava preste a abrir a porta, senti uma mão no meu ombro. Me assustei e saquei a arma, quando vi, era o Jorbson.
- Caramba Jorbson, que susto. - falei
- Está procurando algo? – falou ele com uma cara um tanto assustada
- Sim, eu ia...
- Você não devia bisbilhotar a casa dos outros assim!
Quando ele falou isso e no tom assustado que ele falou, ai que fiquei assustado
- Ta tudo bem Jorbson? – perguntei
- Claro, melhor impossível.
- Você parece assustado.
- Só estou atento, você sabe, na noite eles tão mais ativos.
- Enfim, onde tem água aqui?
- Água? Ah, claro, deixe que eu pego para você.
Então ele foi para a parte de trás da casa, o galinheiro estava coberto, as galinhas estavam caladas, o cão estava dormindo em sua casa, minutos depois ele voltou com a água.
- Aqui está, a água da bomba é de ótima qualidade. – falou
Peguei o copo e bebi.
- Obrigado! – falei
- Agora aconselho que você vá dormir. – disse Jorbson ainda em tom assustado
E silenciosamente eu fui pro meu quarto, aquela atitude de Jorbson me assustou muito, então ai que tomei minha decisão, eu ia embora no dia seguinte.
Fui dormir já era umas oito e meia da noite, a decisão estava tomada, eu ia dormir lá naquela noite, tomar o café da manhã e ir embora.
Era umas sete e vinte da manhã quando Amy veio me acordar para tomar café, depois de me levantar com dificuldade (fazia tempo que eu não dormia numa cama de verdade) perguntei se havia como eu tomar banho lá (depois que tudo começou, achar um chuveiro que funcionasse tava difícil, a maioria das vezes eu tomava banho em lagos, e olha lá). Ela falou que eles guardavam água da chuva para conseguir cozinhar, mas se eu quisesse podia usar pra tomar banho, achei melhor não.
Cheguei na mesa e dei bom dia para Jorbson, ele me respondeu meio que na obrigação. Ele ainda estava com aquela cara da noite anterior, alias, a Amy também não estava com a cara agradável.
- Preparei ovo frito pra gente hoje, ovos agora foi tudo o que sobrou. – falou Amy
- Como assim? – perguntei já atacando meu prato
- Parece que os zumbis conseguiram invadir o galinheiro, todas as galinhas foram mortas. – falou Jorbson
Na hora entrei em choque.
- E ainda tem mais – continuou Jorbson – mataram o Bush também.
E de novo eu fiquei chocado, pensei “Se eles passaram pelo galinheiro, possivelmente eles podem invadir a casa’’.
- Mas como eles entraram no galinheiro?
- Provavelmente sentiram meu cheiro quando eu sai pra pegar a sua água.
Depois que Jorbson falou isso eu me senti mal, foi praticamente como tivesse sido minha culpa.
- Posso ir da uma olhada lá? – perguntei
- Fique a vontade! – confirmou Jorbson
Então fui até lá e vi, o pitbull deles todo estraçalhado, tava completamente irreconhecível, havia muitas penas espalhadas pelo chão, muita galinha morta espalhada pelo local, uma cena completamente chocante.
Aquele sentimento de culpa virou mais um motivo para eu da o fora dali, fiquei pensando “Eles entraram aqui porque tinham sentido o cheiro do Jorbson quando ele saiu para pegar a minha água, próxima vez é bem capaz de entrarem na casa’’, então eu entrei para terminar meu café e da a noticia que eu estava indo, sendo que ao entrar na cozinha eu fui surpreendido.
Jorbson estava com a calibre doze dele apontada para mim, e com um olhar completamente furioso.
- É tudo culpa sua, os zumbis mataram as minhas galinhas e meu cachorro, E É TUDO CULPA SUA! – esbravejou Jorbson
- Querido – falou Amy - não grite, vai chamar a atenção dos zum...
- TO POUCO ME FODENDO PROS ZUMBIS, SÓ QUERO ACABAR COM ISSO! – gritou Jorbson
- Jorbson, fica calmo – falei – não faça nenhuma besteira, velho.
- Eu já fiz uma besteira – falou ele – foi ter salvo você.
E eu estava completamente intrigado com o tamanho da fúria dele.
- Se eu tivesse te deixado morrer, você não teria me pedido água, e meus animais estariam vivos.
- Mas você mesmo disse que não se perdoaria se tivesse me deixado morrer! – exclamei tentando acalma-lo
- Retiro o que disse agora!
- Calma cara, é o seguinte, você abaixa essa arma e eu do o fora daqui, pronto, e eu não irei mais trazer problemas. – e falando isso eu achei que tudo ia ficar mais fácil, mas me enganei.
- Nada disso, agora você pagará pela besteira que fez!
Mas na hora eu pensei, eu não fiz nenhuma besteira, ele que decidiu me salvar inicialmente, ele que decidiu pegar a água, se ele tivesse pensado duas vezes, ele teria pensado no risco dos zumbis sentirem seu cheiro, e teria dito que era melhor não porque era arriscado, então nada mais fazia sentido. E ele realmente tava preste a puxar o gatilho, foi ai que eu vi que eu tinha que tomar uma atitude.
Quando ele estava praticamente puxando o gatilho, eu fui pra cima dele, ele chegou a disparar, sendo que eu fui ágil e virei a arma pra esquerda causando um buraco na parede. Então eu comecei a lutar com ele, tentava tirar a arma da mão dele, eu até pensei em pegar a minha arma, sendo que eu a tinha esquecido no quarto. E de repente Amy começou a me morder, eram dois contra um, ela me fez largar a arma de Jorbson e começou a me da tapas, Jorbson voltou a apontar a arma para mim, consegui me livrar de Amy, e a joguei no chão, na mesma hora Jorbson atirou de novo e como eu também tinha caído eu consegui desviar do tiro, tentei me levantar mas Amy começou a me puxar pela perna, e mais uma vez Jorbson apontou a arma para mim, comecei a chutar Amy, consegui acertar a cara dela conseguindo assim me levantar, e de novo Jorbson atirou agora acertando o chão (quase acertando meu pé). Corri na direção dele, e de novo tentei tirar a arma das mãos dele, Amy tinha se lavantado e de novo me agarrou, e de novo tinha feito eu largar a arma, sendo que desta vez eu consegui chutar a mão de Jorbson o fazendo largar a arma, dei uma cotovelada na barriga de Amy fazendo ela me largar. Jorbson correu em direção a arma, mas cheguei nele com uma voadora e o derrubei, fui atrás da arma também, sendo que percebi que Amy vinha logo atrás de mim, então me virei, assim que me virei ela começou a tentar me acertar com um garfo, consegui desviar das investidas dela, Jorbson ainda estava caído e depois de mais uma investida eu segurei o braço dela e tirei o garfo da mão dela e o enfiei no ombro dela, ela começou a gritar de dor, e então eu vi Jorbson se levantar. Corri em direção a arma, ele também correu, estávamos pau a pau, nos jogamos para pegar a arma.
Eu a peguei, me virei rapidamente e dei um tiro no peito de Jorbson, abri uma grande mancha de sangue na camisa dele, ele começou a cambalear, eu me levantei e Amy (que já tinha tirado o garfo do ombro) estava sangrando e gritando desesperadamente. Então Jorbson caiu, estava completamente ofegante e sangrando muito, então resolvi completar o serviço. Meti um tiro na cabeça dele, e Amy gritou, gritou mais alto do que estava gritando, lagrimas começaram a cair do rosto dela, uma cena que deixaria qualquer um com pena, qualquer um, menos eu.
Apontei a arma para ela, ela também queria me ver morto, então eu tinha que mata-la.
- Por favor não – implorou ela – não me mate, eu te dei comida, eu te dei abrigo, tenha piedade.
Então eu abaixei a arma, ri bem baixinho, e falei:
- Piedade hein? – falei rindo – Agora me fale, quando seu marido tava preste a puxar gatilho e me matar você teve piedade?
E ela nada falou.
- E quando você tentou me enfiar aquele garfo, você teve piedade?
Silêncio de novo, Então apontei a doze para ela de novo, e falei:
- Foi o que eu pensei! – E estourei os miolos dela, o tiro a jogou rapidamente para trás, ela morreu na hora.
Muitos poderiam ter ficado se lamentando na hora “Caramba, eu matei um humano’’, mas eu não me arrependi do que fiz. Sendo que eu percebi que o barulho chamou a atenção de todos os zumbis que estavam por perto, olhei pela janela e havia um grande grupo indo em direção a casa, então eu fui rápido.
Peguei minhas coisas no quarto, fiquei com a doze de Jorbson, peguei a metralhadora da Amy e o máximo de munição que conseguia (sempre lembrando de outra coisa que o Dylan ensinou, nunca carregue mais do que você consegue), então eu lembrei da geladeira, ai pensei “Pode ter algo lá que eu possa aproveitar’’, sendo que eu estava enganado.
Fui até a cozinha e fui em direção a geladeira, os corpos de Jorbson e Amy estavam estirados lá, abri a porta da geladeira e me surpreendi.
Eu achei que ia encontrar lá leite, ovos, manteiga e coisa e tal, mas na verdade eu encontrei olhos humanos num pote de geleia, dedos em outro pote, pernas na gaveta, várias costelas humanas com muita pouca carne, e quando abri o congelador, cabeças humanas, tudo estava fedendo, mas as cabeças estavam ainda em perfeito estado (foram preservadas pelo congelamento), então uma cabeça lá me chamou a atenção, então me lembrei que no quarto onde fiquei tinha uma foto do filho deles (bem recente), e olhei para aquela cabeça, e vi que era ele. Fiquei chocado, pensei “Como eles puderam fazer isso com o próprio filho?’’, e sim, eles estavam sobrevivendo a base de carne humana, foi então que tudo começou a fazer sentido, eles me salvaram por um único motivo, me transformar em jantar, que nem fez com aqueles pobres coitados que agora estavam na geladeira (incluindo o filho deles). Sendo que eu não tinha mais tempo de ficar lá indignado com o que via, os zumbis estavam chegando, eu precisava da o fora dali, peguei as chaves do carro deles e sai da casa, o quintal já estava cheio de zumbis.
Resolvi usar o facão nessa hora, já tinha feito barulho demais, o primeiro que se aproximou eu parti o crânio dele ao meio, em seguida cortei a cabeça de outro e depois enfiei o facão no olho dele (se não acertar o cérebro dele, a cabeça continua se mexendo), e fui matando de um em um, eu já era experiente com o facão, antes de conhecer o Dylan eu só usava o facão para me proteger. Até que finalmente cheguei ao carro, minha mão tava tremendo, e os zumbis estavam se aproximando, então guardei o facão e peguei a metralhadora.
Matei todos os zumbis que estavam mais próximos, e quando vi que consegui um bom tempo, abri a porta, então entrei as pressas e fechei a porta com força, meti a chave e liguei o carro, os zumbis estavam todos correndo em minha direção. Pisei fundo e fui passando por cima de todos os zumbis que via, em seguida fiz uma manobra e pisei fundo em direção a estrada.
Eu estava a salvo, e quando aparecia um zumbi eu passava o carro em cima dele. Mas aquela experiência me fez ver do que o ser humano é capaz para salvar o pescoço, eu vi que loucura o ser humano faz para sobreviver, eles chegaram ao ponto de comer a carne do próprio filho, e de outras pessoas que eles foram encontrando, e num momento desses que a gente devia ajudar uns aos outros mais do que nunca. Mas pelo jeito a lei da natureza começou a prevalecer entre os humanos também, os mais fortes sobreviviam, ou matava ou era morto.
Agora cabia a mim esquecer tudo aquilo, tinha ainda uma longa jornada pela frente.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A que ponto chegamos?

E mais uma vez irei contar uma história sobre um momento de tensão pelo qual passei uma vez, um momento que me fez refletir: ''Até que ponto a sociedade estar chegando?''. É mais uma vez uma história de uma tentativa de assalto a qual fui vítima.
Uma vez eu estava voltando a pé do cursinho, e como sempre eu estava com os fones de ouvido, ouvindo música pelo celular, uma coisa qual antes eu não costumava fazer muito por medo de ser assaltado, mas depois tinha visto que num tinha muito problema, pelo menos, até esse dia eu achava isso. Então cheguei na avenida que levava a minha casa, avenida essa q meu pai sempre disse pra eu evitar porque era muito perigosa, e realmente era, muitos assaltos já tinham ocorrido lá, mas quem disse que eu ouvia meu pai?
Quando cheguei na avenida, me assustei, vários carros passavam, mas nunca vi as calçadas tão vazias quanto aquele momento (pelo menos não ha aquela hora da tarde), e só em ver aquilo a adrenalina já subiu em meu corpo, tinha que ficar super ligado naquele momento.
Foi então que olhei pra frente e vi dois trombadinhas vindo exatamente em minha direção, e a cara deles não me enganava, eles estavam planejando algo. Então decidi atravessar a rua logo, sendo que os movimentos dos carros estava MUITO grande, ia ser difícil eu conseguir uma oportunidade pra atravessar logo. E eles estavam se aproximando cada vez mais de mim, e ainda com a mesma cara de que estavam planejando algo nada bom, eu precisava atravessar logo, mas os carros não davam oportunidade.
Até que os caras se aproximaram por completo, e um deles falou:
- Ei bicho!
Tentei fazer de conta que não era comigo, mas o outro disse:
- É contigo mesmo!
Nessa hora eu tive que olhar, foi então q vi um deles sacar uma arma e falar:
- Isso é um assalto, pode ir tirando o fone ai e me passando o celular, mp3 ou a porra que for ai!
Nessa hora eu pensei :''fodeu''. Então tirei o fone do ouvido, desconectei do celular e entreguei pro ladrão sem questionar, que também, naquelas horas num adianta você discutir, pode ser pior pra você.
Então achei que apenas entregando meu celular pra ele eu poderia ir pra casa numa boa, quer dizer, era pra ter sido assim, sendo que o que estava com a arma resolveu olhar minha biblioteca musical do celular, e foi ai que a porra ficou séria.
- Velho, olha as músicas dele, esse porra é um rockeiro! - falou o que estava com arma
- Sim, e daí? - respondeu o outro
- E daí? Eu odeio rockeiros, esses filhos da puta se acham os deuses so porque essas músicas barulhentas onde os caras so gritam e ninguém entende porra nenhuma!
- Sim cara, mas já conseguimos o que queríamos pra que mais problema? - falou o outro sacudindo meu celular na cara dele - Agora vamos embora!
- Nada disso, sempre tive vontade de matar um rockeiro emo filho da puta, e essa chance estar na minha frente, não posso desperdiçar!
- Deixe de frescura!
E eles começaram a discutir, mas ainda com a maldita da arma apontada pra mim.
''Caramba, é hoje que eu me encontro com Deus!'' pensei.
Foi então que percebi que ou eu tomava uma atitude, ou eu ia levar bala na testa, foi então que me lembrei da minha última experiência com caras armados, de como eu consegui desarmar o cara, história essa que eu já contei aqui.
Então sai da linha de fogo dele, segurei sua mão, e com uma impressionante facilidade eu tirei a arma da mão do cara, sendo que na hora que tirei a arma da mão dele eu me desajeitei e deixei a arma caindo, quando a arma caiu todos (eu e os ladrões) tivemos a impressão de que ela ia disparar, o que não ocorreu.
Quando vimos a arma no chão, corremos em sua direção, eu não podia deixa-los pegar a arma, porque se eles a recuperassem eu estaria morto, sendo que chegamos na arma ao mesmo tempo, e um dos nossos pés a chutou e ela caiu num bueiro.
Na mesma hora eu corri o maximo que podia, e eles vieram correr atrás de mim, e também várias pessoas que viram a cena toda vieram correndo em direção dos ladrões (provavelmente viram que eles tinham sidos desarmados), foi nesse momento que me senti mais encorajado, eram vários contra apenas 2.
Então peguei a maior pedra que achei no chão e arremessei neles. Foi um arremesso certeiro bem na testa de um deles, que caiu no chão.
No mesmo momento que um deles caiu as pessoas que vinham atrás o imobilizaram e começaram a dar socos e pontapés nele, já o outro ainda vinha em minha direção, foi então que decidi ir pro corpo a corpo. Então fui pra cima, e o enfrentei,segurei suas mãos o impedindo que me agredisse, eles fez força pra se soltar, então dei uma joelhada nos seus testículos e depois um soco na cara dele, soquei-o umas 4 vezes, até achar uma outra pedra maior do que eu tinha arremessado no outro cara, a peguei e bati na cabeça dele, na mesma hora o derrubei no chão, e também na mesma hora as pessoas o imobilizaram.
A polícia chegou minutos depois, levaram os 2 caras presos e interrogou todo mundo presente (incluindo eu, certamente).
Eu disse pra vocês que isso tudo me fez refletir sobre uma coisa, certo? Bom, isso me fez refletir no seguinte: A que ponto chegamos?
O cara quase me matava porque eu gosto de rock, ou seja, hoje em dia as pessoas estão se matando por motivos cada vez mais fúteis, muitos já mataram por causa de dinheiro, de terras, de mulheres/homens, de religião, e agora tem gente matando até mesmo por causa de futebol e música (que são duas coisas que deviam unir as pessoas), e ainda aqueles que matam sem motivo algum.
Se o mundo continuar assim, até que ponto chegaremos?


Brian

domingo, 1 de janeiro de 2012

Feliz ano novo!

31 de dezembro de 2011, último dia do ano, e todos do prédio estavam no salão de festa para comemorar o ano novo. Quer dizer, nem todos, alguns resolveram passar o ano novo em algum outro canto, mas pelo menos a maioria estava lá, minha família abriu mão de passar o ano novo na praia e ficamos por lá mesmo, o que por um lado foi bom pra mim já que Júlia também ia passar o ano novo na prédio. Júlia estava linda, estava usando o vestido branco que eu tinha dado de natal para ela, já eu estava com uma camisa branca, uma calça jeans azul e com os tênis preto que ela tinha me dado de natal (como vocês veem, eu não ligo pra essas frescuras de ''com que cor vou virar o ano'').
Já eram 11 da noite, faltava apenas uma hora para o ano novo, enquanto ele não chegava muitos se divertiam na festa, havia uma banda tocando e também algumas pessoas na pista dançando, enquanto outros comiam, bebiam e conversavam. Já eu estava até certa hora estava dançando com Júlia, mas naquele momento a gente foi se sentar numa mesa vaga e começamos a conversar, ficamos falando de coisas que tinhamos feito o ano inteiro, momentos que não esqueceriamos nunca, e então eu, aproveitando o momento de retrospectiva falei:
- Ei Júlia!
- Fale, amor. - respondeu ela
- Sabe uma coisa que eu faço todo ano novo faltando pouco para o ano virar? - perguntei
- Não, o que?
- Eu faço uma reflexão sobre como foi meu ano, o que eu fiz de bom, o que eu não deveria ter feito, o que eu poderia ter feito melhor, qual foi minha maior conquista e coisa, e depois de refletir eu tiro uma conclusão se meu ano foi bom ou não, você entende né?
- Sim, entendo! - falou ela
- Bom, já que estamos aqui falando sobre coisas que a gente fez no ano por que você não me ajuda com essa reflexão?
- Claro!
- Pronto, me faça perguntas desses tipos que eu te disse!
- Ok, deixe-me ver... qual foi a boa ação que você fez que foi também a mais importante nesse ano?
- Eita, essa é difícil, deixe-me pensar... quando eu ajudei naquela campanha que fizeram no meu colégio para ajudar os desabrigados das enxurradas.
- Hm, interessante! - disse ela - agora me fale algo que você fez esse ano que você realmente se arrepende.
- Essa é fácil, ter me metido numa discussão boba de internet onde ninguem ia ganhar nada com aquilo.
- Nossa, bom, vamos pra proxima, qual foi o momento mais decepcionante do ano?
- Quando descobri que alguem que eu confiava muito não era aquilo que eu pensava.
- Sei como é, já passei por momentos assim. - falou ela - momento mais feliz do ano?
- Eita, tenho muitos, posso citar 3?
- Claro!
- Pronto;
1- Os shows que eu fui.
2- Quando vi que depois de muito sofrimento eu passei de ano.
3- O principal, quando te conheci.
- Own... - falou ela com aquele brilho em seus olhos azuis - seu fofo! - e me deu um beijo na boca! - continuando, qual foi sua maior conquista esse ano?
- Quando você aceitou namorar comigo! - e seus olhos brilharam de novo
- Own, para de ser fofo! - e me deu outro beijo.
E assim continuamos o nosso ''interrogatorio'', até da onze e meia da noite quando eu disse que aquilo já era o suficiente, então ela me perguntou:
- E então? Que conclusão você tira?
E então eu disse:
- Ano que vem eu te digo!
Então ela disse:
- Ai meu Deus, que piada tosca.
- Hehe, piada tosca mas alguem tem q faze-la, senão não seria ano novo - disse eu rindo
Então nos beijamos novamente, até que eu disse:
- Mas sério, depois que o ano virar você saberá!
- Ta bom então!
Então a gente se juntou a nossas famílias para a virada do ano (que não estavam muitos distantes uma das outras), até que deu onze e cinquenta e oito, então todos começaram a se preparar para a chegada do ano novo. Deu onze e cinquenta e nove, e todos começaram a fazer a contagem regressiva.
- 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, FELIZ ANO NOVO!
Então os fogos começaram a serem queimados do lado de fora, todos começaram a se abraçar, a darem seus votos de ano novo para os outros, os casais se beijaram (inclusive eu e Júlia), muitos começaram a abrir o champagne, começou a chover rolhas, e assim todos comemoraram a chegada de 2012.
Até que passada a meia-noite, a banda voltou a tocar e todos voltaram a jogar conversa fora em suas mesas. Passados mais alguns minutos, eu decidi que chegará a hora de não so Júlia, mas de todos saberem a minha conclusão sobre o ano de 2011, peguei minha taça de champagne e fui pro palco.
Peguei um garfo e bati na taça 5 vezes e disse:
- Quero um minuto da atenção de todos por favor!
Então todos pararam o que estavam fazendo e olharam para mim (e minha família olhou pra mim com aquela cara de ''que loucura ele vai fazer?'')
- Bom, eu sei que muitos de vocês não estão nem ai para isso, mas eu preciso falar isso. - e todos mantinham a atenção em mim, e com isso me subia um frio na barriga - bom, antes do ano virar eu fiz uma reflexão sobre como foi meu ano de 2011, e o que concluir com essa reflexão?
Fiz um pequeno suspense e vi que todos, mas TODOS os olhares estavão sendo para mim.
- Concluir que 2011 foi uma porcaria, um dos piores anos da minha vida!
E com isso eu vi muitos me olharem do jeito ''Esse cara ta de sacanagem com a gente né?'', sendo que continuei:
- Mas que isso sirva de inspiração para mim, pra que esse ano de 2012 eu melhore tudo que estiver ruim, porque afinal, seu ano pode ter sido o melhor de todos, mas mesmo assim você deve pensar ''foi bom, mas no próximo eu posso fazer melhor!'', e você deve partir com esse pensamento em todos os anos que vierem, melhore sempre a cada ano que passar, porque só assim um dia, mesmo que esse dia demore uma vida toda, um dia você chegará a perfeição!
Algumas pessoas começaram a sussurrar e vi que muitos concordavam com o que eu falava.
- Então... - continuei - se 2011 foi o pior, vamos fazer de 2012, o melhor. - foi então que vi o sorriso de Júlia, e me senti confortável com aquilo. - vamos fazer um brinde, para um ano melhor para cada um de nós.
E todos começaram a levantar suas taças, até mesmo minha família, então eu disse:
- Por um ano melhor!
- Por um ano melhor! - todos repetiram comigo, e assim se ouviram o tilintar das taças, bebi minha taça, e vi Júlia vir em minha direção para me beijar mais uma vez, e passado o momento a banda voltou a tocar e muitos foram pra pista dançar (inclusive eu e Júlia).
E é com essa mensagem que eu desejo a todos um feliz 2012 =)

Brian

sábado, 3 de setembro de 2011

O Suicídio

Eu estava no meu quarto tentando estudar física, era mais um assunto chato do qual eu não entendia porra nenhuma, mas eu tinha que aprender aquilo logo porque ia ter prova sobre aquilo naquela semana, de 20 questões eu so estava conseguindo fazer 3, sendo 2 teoricas, eu já estava ficando desesperado, estava mais que certo que eu ia me foder nessa prova, então eu resolvi parar um pouco e tentar esfriar a cabeça.
Fui na cozinha tomar um copo d'água, e depois peguei uma barra de cereal na despensa, eu estava realmente preocupado comigo mesmo, eu não estava nada bem em física (apesar que física nunca foi meu forte), então depois de beber minha água e terminar a barra de cereal eu resolvi relaxar um pouco a cuca antes de continuar a estudar, então fui em direção a varanda tomar um pouco de ar. Foi então que de repente eu vi algo pela varanda.
Eu vi uma pessoa caindo e gritando, a voz era de um homem, passou rápido mas deu pra ver, então na mesma hora corri pra varanda pra conseguir ver melhor. Abri a varanda as pressas, corri pra borda e olhei pra baixo na tentativa de ver algo, não consegui ver o cara, mas consegui ver um monte de pessoas correndo em direção ao muro do prédio, então resolvi descer e ver o ocorrido. Peguei meu chinelos e sai, e então entrei no elevador, eu estava tremendo, eu tinha certeza que o pior tinha acontecido, mas antes de chegar no térreo o elevador no 13º andar, o andar da Júlia.
- Brian? - falou ela num tom um tanto que assustado
- Júlia, você também viu?
- Sim, eu estava passando perto da varanda na hora! - disse ela entrando no elevador.
Então começamos a falar do que vimos, e tentamos tirar nossas conclusões, até finalmente chegarmos no térreo, formos correndo pra fora do prédio, viramos na esquina e formos em direção aonde estava um amontoado de gente, abrimos passagens entre as pessoas até que finalmente virmos...
O rapaz estava morto, e havia uma grande poça de sangue ao seu redor, eu e Júlia ficamos horrorizados, ela me abraçou e encostou o rosto no meu peito chorando.
- Que horror Brian, que horror! - chorava ela
- Calma Júlia, não olhe, simplesmente não olhe - falei
Eu conhecia aquele cara, ele morava no 20º andar, ele falava comigo de vez em quando, ele tinha minha idade, eu sabia pouco sobre ele, nem o nome eu sabia, mas também eu o via raramente pelo prédio.
Agora a dúvida que nos restava era: ele se jogou ou ele caiu?
Então comecei a ouvir o que as pessoas estavam falando, um deles tinha visto tudo desde o inicio e disse que ele tinha se jogado do último andar do prédio (a área de lazer) e que ele tinha batido as costas nas lanças do muro antes de chegar ao chão (e que as lanças tinham arrancado a pele dele), então achei melhor tirar Júlia de lá, ela estava completamente chocada, pedi pro porteiro um copo d'água pra ela, depois que ela tomou eu disse:
- Calma linda, calma.
Mas ela continuava chorando, e então ela me abraçou de novo e ficou chorando no meu ombro, a abracei de volta, ela não conseguia falar mais nada, e ficar do lado dela era o máximo que eu podia fazer (e depois ela me explicou que eles eram amigos). Enquanto ela chorava eu me lembrei da vez que eu pensei em me matar, e que depois de ter pensado em todas as consequências que ia causar na vida daqueles que eu amo eu desisti.
Até hoje eu não sei qual foi o motivo do suicídio do cara, mas seja la qual fosse, se ele tivesse pensado 2 vezes que nem eu fiz ele teria mudado de ideia.


Brian

domingo, 28 de agosto de 2011

Uma atitude que muda tudo

Era dia do estudante, e como presente o colégio preparou uma pequena balada na quadra para os alunos, muitos na quadra se divertindo, muitos estavam dançando, muitos estavam de fora fazendo outras coisas e outros estavam simplesmente fazendo nada, eu estava nesse último grupo. Eu nunca fui de dançar, queria ir pra casa, mas ninguem podia sair antes do meio dia, so podia sair antes dessa hora com a autorização dos pais.
Joey não tinha ido pro colégio nesse dia, Thiago tinha conseguido a autorização, e meus outros amigos ou tinha conseguido a autorização dos pais pra ir embora ou já estavam ocupado com outras coisas, eu estava perto do portão esperando da a hora pra eu ir embora, eram 11:10, não faltava muito, mas quando você ta entediado os minutos parecem horas, era exatamente essa sensação a qual eu estava, a única coisa que eu tinha pra me entreter era meu ipod que ainda bem ainda tinha bateria o suficiente, mas eu não parava de olhar o relógio, queria muito ir embora, principalmente que aquela seria uma das raras chances que eu teria de chegar no prédio antes de Júlia. É, a maior razão pra eu querer sair de lá logo era essa, ver a Júlia.
Até que eu vi dois colegas meus vindo do corredor, Clara e Reinaldo, os dois tinham uma relação íntima (ate demais), e o principal detalhe é que eles ja namoraram. Mas enfim, eles estavam vindo em direção ao portão, e Clara não estava com uma cara boa, ela parecia que estava passando mal, Reinaldo estava a segurando pelo braço, praticamente puxando ela, eles chegaram na frente do porteiro, e Reinaldo disse:
- Severino, abre ai que Clara precisa ir pra casa logo.
- Tem autorização dos pais? - perguntou Severino
- Não, mas não da tempo pra isso, ela ta com crise falta de ar, ela precisa ir pra casa logo.
- Fale com a coordenadora, e peça pra ela ligar para os pais de vocês.
- Não da, até la pode ser tarde demais.
- São as ordens.
- Porra nenhuma! - retruncou Reinaldo, que já foi empurrando Severino tentando sair na força, ainda puxando Clara.
Então ele e Severino começaram a discutir, e Reinaldo continuou forçando a barra, e Clara ainda passando mal. Até que Reinaldo finalmente conseguiu sair junto com Clara, e depois que eles já estavam fora Severino falou:
- A coordenação vai ficar sabendo!
Todos que estavam por perto viram tudo que houve, estavam todos com aquela velha cara de surpreso, todos ficaram impressionados com a atitude de Reinaldo, e o mais incrivel é que ele deu um jeito de convencer a coordenação de não suspende-lo, e enquanto a Clara, eles chegaram na casa dela a tempo, cuidaram dela e ficou tudo bem.
Mas depois disso eu fico me perguntando, ''O que eu teria feito no lugar dele?'', que eu sei que eu não tenho essa atitude toda dele, e por isso eu fico pensando se fosse eu no lugar dele, tinha feito isso pela amiga também?
Bom, so ia saber disso se um dia isso realmente acontecesse comigo.


Brian

sábado, 27 de agosto de 2011

O dia Perfeito

Eu estava decidido a compensar a merda que eu tinha feito com Júlia, eu iria da a ela o que eu tinha a prometido, o melhor dia da vida dela, depois daquele dia em que eu tinha pensado em me matar eu liguei para ela e combinei que no dia seguinte (sexta-feira) a gente ia sair. Mas primeiramente eu tinha que arruma um presente pra ela, e esse presente tinha que ser perfeito, mas o único problema é que seria dificil achar de última hora tendo muito o que fazer, foi então que eu me lembrei que havia uma loja de brincos, pulseiras e etc bem perto lá de casa, então eu podia ir lá e resolver isso rapidinho.
Cheguei lá e fui logo procurando os brincos mais caros que eu poderia achar (so ia ficar de bem comigo mesmo se eu desse um presente caro pra ela), e claro, também fui procurando o mais bonito, eu olhei pra cada brinco daquela loja e ficava imaginando como eles ficaram na Júlia. Até que me lembrei de um dia que a gente estava passando por aquela loja, um brinco tinha chamado a atenção dela, era um tanto que caro, eu me lembrava bem daquele brinco, até pensei ''esse seria um presente perfeito pra ela'', era um brinco de perolas que realmente era muito bonito, então fui perguntar pra moça da loja se ainda havia algum brinco daquele, e tinham, os peguei, paguei, pedi pra embrulha-los e voltei pra casa pra continuar estudando.
No dia seguinte antes de ir pro colégio a primeira coisa que fiz foi passar pelo apartamento de Júlia, cheguei lá mas não apertei a campainha, não pretendia entrar, quando cheguei lá a única coisa que fiz foi por o presente dela perto da porta junto com um bilhete escrito ''E isso é so o inicio!'', sim, eu planejava mais coisas pra aquele dia. Mas uma coisa que eu realmente queria era ver o rosto dela quando abrisse a porta e visse o presente, tenho certeza que seria uma das coisas mais lindas do mundo, e depois de por o presente na porta dela desci pra parada de ônibus para ir pro colégio.
De tarde depois do almoço eu ia por mais um plano em ação, fui pra uma loja de flores que não era muito longe de casa e comprei um belo buquê de rosas. Normalmente as pessoas compram essas flores, mas mandam entregar em nome delas, eu ia fazer diferente, Júlia tinha curso de inglês naquela tarde, e eu sabia exatamente onde era.
Cheguei lá já perto dela sair, faltava poucos minutos, e eu estava lá com o buquê. Até que finalmente deu o sinal pra ela sair, e eu fiquei no lado de fora esperando, até que ela finalmente chegou com as amigas, quando ela me viu lá, ficou surpresa, e dava pra ver que ela estava usando os brincos que eu tinha dado pra ela, então falei:
- Bem, qualquer um teria comprado as flores mas teria mandado alguem entrega por ele, mas como eu não sou qualquer um eu preferi vim entregar eu mesmo!
Depois dessas palavras eu vi o brilho no olhar dela, estava prestes a correr para os meus braços, e a gente foi se aproximando um dos outros, e todos estavam nos olhando, muitos no lugar da gente ficaria envergonhado, mas eu não estava envergonhado, e ela também não aparentava estar. Até que ela finalmente correu em minha direção e a gente se abraçou, e todos ao nosso redor começaram a gritar ''BEIJA, BEIJA, BEIJA'', mas antes de eu beija-la sussurrei pra ela:
- Vejo que estar usando os brincos que te dei.
- É! - respondeu ela - obrigada lindo, amei!
E então finalmente nos beijamos, e todos ao nosso redor começaram a aplaudir, e ficamos nos beijando por minutos, e quando finalmente nos soltamos por um momento eu falei:
- Ok gente, o show acabou, podem voltar para as suas vidas chatas de sempre. - E o povo foi se dispersando.
- Eu disse que ia compensar a merda que eu fiz! - eu disse
- E até agora você ta fazendo tudo direitinho. - disse ela
- Quer que eu te acompanhe até em casa?
- Claro! - Então demos as mãos e formos andando até o prédio (não era tão longe).
No caminho ficamos falando de como tinha sido os nossos dias, de todas as baboseiras que tinha acontecido e tudo o mais. Até que chegamos no prédio, chegamos lá felizes da vida, estavamos rindo juntos, e quando entramos no elevador e estavamos quase chegando no andar dela eu falei:
- Naquele rodizio hoje de novo?
- Claro! - respondeu ela
E então o elevador parou no andar dela.
- Bom... - disse eu - te pego as 7 então.
- Ok! - falou ela sorrindo, nos beijamos e ela entrou em casa ainda com aquele lindo sorriso no rosto, estava tudo indo como o planejado!
Quando estava perto do horario de ir busca-la eu estava fazendo de tudo para ficar impecavel, minha irmã até ficou me zoando dizendo que eu parecia uma menina querendo me arrumar daquele jeito, mas eu ignorei, quando deu a hora eu desci imediatamente.
Chegando lá, toquei a campainha, esperei uns minutos, estava um tanto que ansioso naquele momento, mas consegui me acalmar, até que ela abriu a porta, ela estava extremamente linda, mas linda do que nunca, fiquei olhando pra ela com aquele velho olhar de abobado.
- Há, já sei, vai dizer que estou muito linda, conheço esse seu olhar. - disse ela
- É, não da pra te esconder mais nada né? - respondi, e soltamos uma risadinha e nos beijamos.
O pai dela estava atrás da gente, então falei pra ele:
- Prometo que não chegaremos muito tarde.
- Eu sei que não. - falou ele sorrindo (a gente já tinha uma relação de camaradagem).
A gente pegou um táxi para ir pro restaurante, e claro, ficamos conversando durante o caminho.
Chegando lá fiz todo tipo de cavalheirismo possivel, abri a porta do táxi pra ela (paguei o táxi também, apesar dela ter insistido em pagar desta vez), abri a porta pra ela, ajeitei a cadeira pra ela e tudo o mais. Lá a gente ficou conversando e eu de vez em quando soltava as minhas cantadas que ela adorava, também havia uma banda tocando música ao vivo, até que teve um momento que eles começaram a tocar músicas românticas e muitos foram lá dançar.
- A senhorita me concede essa dança? - falei em um tom tentando parecer chique.
- Mas é claro que concedo! - respondeu ela entrando na minha brincadeira.
Foi naquele momento que percebi que minha avó tinha razão, dançar com uma garota era ótimo, principalmente se essa garota é a garota que você ama, desde a festa de São João do colégio (que foi quando a gente começou a namorar) eu não me sentia daquele jeito, era a melhor sensação do mundo.
- Ei Brian. - falou Júlia
- Oi! - respondi
- Queria dizer que depois de hoje, você está perdoado de todas as besteiras que você fez, e das besteiras que você ainda vai fazer nos próximos 10 anos. - e rimos depois disso.
- É bom saber. - respondi
E então nos beijamos, e aquele beijo durou uns bom minutos. Aquele beijo ficou pra sempre guardado na minha memória.


Brian

domingo, 24 de julho de 2011

Uma outra conversa com a minha consciência

Mais uma vez meu dia não tinha sido dos melhores, alias, podemos dizer que aquele dia foi um dos piores, e logo um dia que podia ter sido bom. Inicialmente eu tinha falhado feio num teste que eu poderia muito bem ter me dado bem, no recreio eu briguei feio com um otario la da sala (ele bem que mereceu o que levou, falar da familia dos outros é facil, mas quando falam da dele ai ele fica puto), acabei com uma advertência na coordenação, cheguei em casa e tive que da as duas más noticias. Meu pai ficou puto comigo, e depois que descobri sobre um pagamento que eu não tinha entregado a ele, e que tinha passado do prazo, ai fodeu tudo, fiquei de castigo por 1 mês, sem internet, e quando sai da mesa puto da vida eu derrubei o prato que eu estava usando (que além de quebrar sujou o chão com o resto de comida que tinha nele), minha mãe me obrigou a limpar aquilo, e eu já estava bastante estressado naquele momento, e então meu pai disse que assim que ele voltasse do trabalho eu ia ter aula de física com ele (que normalmente era estressante tanto pra mim quanto pra ele). E então me perguntei, meu dia podia ta pior?  A resposta era, sim.
Quando eu estava tentando refazer a minha prova o telefone toca, so tinha eu em casa naquele momento, meu pai e minha mãe tinham ido trabalhar e minha irmã tinha coisas da faculdade pra fazer na casa de alguem, fui atender, e era Júlia, eu no inicio achei que meu dia iria melhorar, mas me enganei. Ela me ligou para reclamar que eu tinha esquecido do aniversario dela no dia anterior, fiquei mais puto comigo mesmo do que já tava, e eu tinha prometido pra ela que faria aquele dia o melhor dia da vida dela.
''Brian, seu idiota'' fiquei pensando enquanto Júlia estava me dando bronca pelo telefone, e enquanto ela ficou falando eu fui pensando numa boa resposta para da, e quando finalmente tive a oportunidade eu acabei falando merda.
''A gente começou a namorar a pouco tempo e você já ta me cobrando isso?'' falei, então fodeu tudo, ela falou que já tinha falado a data de aniversario dela mil vezes antes da gente começar a namorar e que tava até  na página do orkut dela, então antes que eu pudesse falar algo ela falou que já que eu tinha dito aquilo eu não poderia cobrar mais nada dela e desligou na minha cara.
Quando ela desligou a única coisa que fiquei pensando foi ''Puta que pariu Brian, que mancada''. E realmente o dia tava uma bosta, então comecei a pensar em todas as merdas que tinha acontecido naquele dia, e comecei a ficar muito triste, estava bem próximo de chorar, já estavam se formando lágrimas nos meus olhos, eu fiquei pensando ''Caralho velho, eu sou um inútil, porque raios eu existo? Eu so fiz merda nessa vida''. Fiquei lembrando das merdas que tinha feito naquele dia e nas outras diversas merdas que tinha feito no passado (passados não muito distantes) e confesso, naquele exato momento eu estava pensando em me matar.
Fui até a cozinha, e peguei a faca mais afiada que havia (uma daquelas que a gente ver bastante em filme de terror), e a coloquei na mesa, e fiquei ainda na dúvida se eu realmente me matava, de vez em quando eu colocava a mão no cabo da faca ja prestes a fazer, mas depois recuava, foi então que minha consciência voltou a falar comigo, sendo que desta vez ela não falava dentro da minha cabeça, era como ela tivesse saído da minha mente para falar comigo naquela hora.
- Nada do que você falar vai me impedir de fazer isso! - falei
- Mas eu não preciso falar nada, eu sei muito bem que você não quer fazer isso. - falou minha consciência andando atras de mim
- Está enganado - e então minha consciência riu
- Juro que ainda não acredito, que mesmo depois de tudo você ainda tem a ousadia de duvidar de mim.
- Se você sabe de tudo que passa pela minha cabeça, então sabe muito bem o porque que estou fazendo isso!
- E eu realmente sei, e por isso eu sei que você não quer fazer isso.
- Não duvide de mim nessas horas.
- Eu não preciso duvidar. - falou minha consciência - eu não duvido que você realmente não quer fazer isso.
- Você viu como foi meu dia hoje, a única coisa que fiz foi merda, isso sem falar nas várias outras merdas q fiz no passado
- Cara, merda todo mundo faz.
- Mas não tanto quanto eu.
- Ta bom então! - falou ele (que ainda usava a minha aparência) - manda ver.
E na hora eu fiquei meio tipo ''hã?''
- Se você realmente quer fazer isso, então faça logo - disse ele - se mata.
Eu achei estranho, nunca esperei uma atitude dessas da minha própria consciência.
- Manda ver, se mata, e prove pra sociedade que você é um fraco! - falou ele
E eu voltei a por a mão no cabo da faca.
- Se você fizer isso a única coisa que você irá conseguir é provar que é um fraco, fraco porque não conseguiu  suportar as dificuldades que a vida te trouxe, e olhe que você so tem 16 anos, se você não consegue suportar as dificuldades agora então você também não conseguirá no futuro, então a melhor coisa que você pode fazer é se matar mesmo.
E isso me fez refletir um pouco.
- Isso sem falar que com isso, você até pode conseguir paz pra você, mas assim você também irá foder a vida de todo mundo que se importa contigo!
- Me fale exemplos! - falei
- Já que pediu. - falou ele - começando com seus pais, você sabe muito bem que não a nada pior para um pai ou uma mãe do que ver o filho morrer antes deles.
E ele tinha razão.
- Eles ficaram super tristes com isso, seu pai pode ter tendências a ser alcoolista com isso, porque nessas horas pra muitos a melhor solução é beber para afogar as magoas, o que consequentemente causará brigas entre eles por isso, mas do que eles já brigam hoje, e isso poderá causar a separação deles, e a partir daí quem sofrerá é sua irmã, sofrerá tanto que terá tendência suicida.
- Isso tudo so porque eu morri? - perguntei, ainda segurando o cabo da faca.
- Pra você ver!
- Conte-me mais!
- A Júlia, mesmo depois dessa briga que vocês tiveram ela ainda te ama, aliás, essa so foi a primeira briga que vocês tiveram estou certo?
- Sim.
- Então, se todos os relacionamentos terminassem na primeira briga ninguém mais se casaria! - falou ele - e se você se matasse tu faria que ela se sentisse culpada, e ela ficaria com tendências suicida também.
Tudo aquilo que ele falava fazia sentido.
- Seus amigos também ficariam arrasados, Thiago poderia abaixar suas notas so pela tristeza de ter perdido seu melhor amigo, a mesma coisa posso falar de Joey, e além do mais, foi você que uniu eles dois, você lembra que antes Thiago não gostava de Joey, você que fez ele o conhecer melhor, com a sua morte poderia acontecer deles se afastarem.
Eu estava ficando convencido.
- E muitos iriam pensar que você se matou para todos sentirem pena de tu, e eu sei que sua intenção não essa, mas eles pensaram isso, e ai, onde estará sua dignidade? - E então eu pousei a faca na mesa - Tenho certeza que você não ficaria em paz se matando vendo as consequências que sua morte causou.
E então larguei o cabo da faca.
- Eu sabia que você iria desistir dessa ideia maluca, porque eu sei que você não é fraco, você quer provar pro mundo que você é capaz, você quer fazer tudo direito, e quando tudo der certo, você quer esfregar isso na cara daqueles todos que duvidaram de você.
E de novo ele estava falando a verdade.
- Você não é fraco, e você quer provar isso pro mundo.
E então eu olhei pra ele e sorri, ele não retribuiu, mas eu já esperava isso.
- Bom, meu trabalho por aqui terminou, o seu está apenas começando. - e então ele sumiu.
E depois daquele momento de reflexão comigo mesmo, a primeira coisa que decidi fazer, era ligar pra Júlia para me desculpar (E depois eu voltaria a estudar). Peguei o telefone, liguei pra casa dela, e rapidamente ela atendeu, era como se ela estivesse esperando que eu ligasse.
- Júlia? Olha, eu quero me desculpar por ter esquecido do seu aniversário e também me desculpar pela merda que acabei te falando, realmente eu tinha obrigação de ter lembrando, mas você sabe como é minha cabeça. - fiz uma pausa e falei - Então, estamos numa boa?
Ela confirmou dizendo que me perdoava, aquilo fez eu me sentir ótimo.
- Então, o que posso fazer para compensar essa merda que eu fiz?


Brian